terça-feira, 8 de junho de 2010

Cold poetry.



"Sei que á cada sorriso, há de piorar ;
Sei que á cada momento, irá piorar ;
Á cada beijo... piorará."

Não há mais formas de escapar ;
Imaginei que houvesse.
Pensei que havia como pensar ;
Fingí que voltaria á ser racional quando quisesse.

[...] E nunca fui.

Seus olhos refletiam um raio solar ;
Na lua os meus tentavam te encontrar.
No eclipse de cada movimento, nossas vozes á intercalar;
E achei que não haveria do que escapar.

Era uma luz que separava de mim, a realidade ;
E um beijo de tí, a minha verdade.
Era sua vida que separava de mim, a felicidade ;
E minhas fraquezas de dar para tí, minha sinceridade.

Havia, afinal, do que correr ;
Não fosse esse seu sorriso á me corroer.
Havia, afinal, o que temer ;
Se á cada toque das suas mãos, meus lábios pudessem deixar de tremer.

[...] Mais á cada instante.

Que duvidas restam ;
Agora que meu sorriso á ti pertence.
Que fim nos passam ;
Se é aqui que meu medo padece.

Contigo meus olhos se abrem á serem cegos ;
Perdendo á si mesmos numa neblina de sentidos.
Contigo minha alma vaga sem instintos ;
Confiando no poder de descobrir novas partes...
De fabulosos caminhos á serem escritos.

Um comentário:

  1. A ideia de algo que ainda não acabou e está por continuar, com certeza deixa o poema bem mais.. bonito. (:

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